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Campanha UNAIDS contra homofobia

Brasília, 13 de maio de 2009 – Por ocasião do Dia Mundial pelos Direitos Sexuais e de Combate à Homofobia, celebrado em 17 de maio, o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) lança campanha na América Latina e no Caribe para promover os direitos humanos de homossexuais, travestis, transexuais e lésbicas. Foram elaborados sete vídeos que serão enviados por correio eletrônico e também publicados em páginas da internet dos diferentes parceiros. No Brasil, a campanha será disponibilizada em vídeo e em áudio, para facilitar o acesso a redes de televisão e rádio, e será lançada no dia 14 de maio, durante o VI Seminário LGBT no Congresso Nacional, em Brasília, a partir das 11h00.

A campanha "Pelos Direitos Sexuais e pela Diversidade Sexual" busca chamar a atenção para os obstáculos que a "homo-lesbo-transfobia" – ou seja, a intolerância e o desprezo destinados àqueles e àquelas que apresentam uma orientação ou identidade diferente à heterossexual – criam para as respostas à epidemia de aids na região. Uma revisão dos dados disponíveis sobre o tema demonstrou que a prevalência do HIV varia entre 6 e 20% em homens gays nos países da América Latina e do Caribe, proporção muito maior se comparada, por exemplo, com os 0,6% de prevalência de HIV estimados para a população em geral (15 a 49 anos) no Brasil.

A homo-lesbo-transfobia contribui para o aumento das novas infecções pelo HIV e também para mortes por aids, uma vez que a discriminação dificulta o acesso à informação sobre prevenção e também afasta essas populações dos serviços de saúde, mesmo que testes e medicamentos estejam disponíveis gratuitamente. Estudos multi-cêntricos dirigidos às populações gays, lésbicas e trans vêm sendo conduzidos pelo Ministério da Saúde e seus resultados auxiliarão no planejamento de ações de prevenção e atenção ao HIV.

A Campanha "Pelos Direitos Sexuais e pela Diversidade Sexual" foi elaborada pelos Escritórios para América Latina do UNAIDS e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com o apoio de redes de organizações não-governamentais como a REDLACTRANS (que mobiliza as populações trans da Região), a ASICAL (Associação para a Saúde Integral e Cidadania da América) e a LACCASO (Conselho Latino-Americano e do Caribe de Organizações Não Governamentais com Serviço em HIV/AIDS).

Pedro Chequer, Coordenador do UNAIDS no Brasil, responsável pela adaptação da campanha, destacou que a “iniciativa busca dar visibilidade ao tema da discriminação e estigma como um fator acrescido de vulnerabilidade à infecção pelo HIV e estabelecer de modo mais permanente o debate social com vistas ao seu definitivo equacionamento”. Em toda a região da América Latina, o 17 de maio será marcado também por marchas, festivais, oficinas de sensibilização e diversas campanhas de comunicação em toda a América Latina.

Homo-Lesbo-Transfobia: se refere à aversão, ódio, medo, preconceito ou discriminação contra homens ou mulheres homossexuais e também pessoas trans e bissexuais. Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais, razão pela qual neste dia se realiza o Dia Mundial pelos Direitos Sexuais e de Combate à Homofobia. Foi nesta ocasião que a OMS reconheceu que a orientação sexual não é uma “opção” e que também não se deve tentar modificá-la.


Mobilização contra a Homo-Lesbo-Transfobia na América Latina e Caribe: Exemplos de ações planejadas para o 17 de Maio de 2009.

  • Argentina: Debate público a partir de campanhas publicitárias.
  • Bolívia: Divulgação pelo Ministério da Saúde e Esportes de Spot, em âmbito nacional, que conclama pelo respeito aos direitos das populações trans, homossexuais e lésbicas do país.
  • Brasil: Além de atividades em todos os 27 Estados e Distrito Federal será realizado no dia 14 de maio o VI Seminário LGBT no Congresso Nacional, organizado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, em parceria com a Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT, a Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, a Comissão de Educação e Cultura e a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, a ABGLT/Projeto Aliadas e o Centro Paranaense da Cidadania (CEPAC). No mesmo dia será lançado o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos LGBT no Ministério das Relações Exteriores.
  • Honduras: Marcha até a Casa Presidencial para advogar pela redução da violência, do estigma e da discriminação.
  • Panamá: Painel com representantes da diversidade sexual e representação teatral.

Contato:

UNAIDS Brasil: tel. 61 3038 9220 | brazil@unaids.org

O UNAIDS: O UNAIDS é uma iniciativa inovadora das Nações Unidas, pois reúne os esforços e recursos do Secretariado do UNAIDS e de 10 Organizações do Sistema das Nações Unidas na resposta à aids. A sede do UNAIDS fica em Genebra, na Suíça, com funcionários em mais de 80 países. Nos países, a ação articulada em aids do Sistema das Nações Unidas é coordenada por meio de Grupos Temáticos da ONU e de programas de ação conjuntos. Os Co-patrocinadores do UNAIDS incluem: ACNUR, UNICEF, PMA, PNUD, UNFPA, UNODC, OIT, UNESCO, OMS e o Banco Mundial.

Visite o site: http://www.unaids.org

Material de campanha:

Internet - Banners:

Rádio - Arquivos MP3:

Rádio - Vídeos:

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