Tráfico de humanos lucra US$ 30 mil por pessoa
da PrimaPagina
As redes criminosas que traficam seres humanos lucram até US$ 30 mil por pessoa aliciada. No ano, o montante chega a US$ 9 bilhões.
As informações constam de um relatório divulgado nesta quarta-feira, em Brasília, pelo Escritório das Nações Unidas contra Drogas e Crimes (UNODC). O documento identificou as principais características das pessoas aliciadas, os países com maior número de vítimas e os destinos mais freqüentes.
Hoje, o tráfico de seres humanos só perde em rentabilidade para o comércio ilegal de drogas e armas, porém, o estudo afirma que a venda de seres humanos é geralmente administrada por criminosos associados aos entorpecentes, segundo o UNODC.
“A questão da exploração humana diz respeito tanto às nações mais pobres, quanto às mais ricas, que constituem o principal mercado consumidor”, afirma o relatório. O tráfico de seres humanos aumentou em todo o mundo nos últimos anos, principalmente nos países do antigo bloco socialista europeu.
Das dez nações com maior número de vítimas, seis são do leste da Europa (Rússia, Ucrânia, Moldávia, Romênia, Albânia e Bielorússia), três da Ásia (China, Mianmar e Tailândia) e uma da África (Nigéria).
Já os destinos mais freqüentes das pessoas aliciadas concentram-se nos países desenvolvidos. Segundo o UNODC, seis dos principais rumos das vítimas estão na Europa (Alemanha, Itália, Holanda, Grécia, Bélgica e Turquia), dois na Ásia (Japão e Índia) e um na América do Norte (Estados Unidos).
O documento afirma que 83% dos casos de tráfico de seres humanos envolvem mulheres, sendo que 48% são menores de 18 anos. Já os homens, representam apenas 4% do total, “e quando isso acontece ele costuma ser refugiado ou imigrante ilegal”, aponta o estudo.
Os números apresentados no relatório do UNODC apontam a principal finalidades do tráfico de seres humanos. Em 92% dos casos analisados, as vítimas foram “recrutadas” para servirem à exploração sexual.
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